Dicas de Santiago do Chile _ Roteiro básico

Cerro Santa Lucia, Mercado Publico e Museu de Bellas Artes

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Santiago começou bem aqui, em 1540

Um dia típico de turista em Santiago do Chile  começa com uma visita ao cerro Santa Lucia, cuja vista é essa aí de cima. O outro lado dá para a cordilheira.

O trajeto é fácil de percorrer, não exige preparo físico e proporciona uma visão de 360 graus da cidade. O lugar é cheio de recantos.

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Um carangueijo grande?

Em seguida, outro clássico. Almoço no mercado público, onde todo mundo vai comer um bicho muito estranho chamado centolla que, óbvio, passei longe.

Melhor encarar um salmão ou congro.

Para fazer a digestão, Museu Bellas Artes.

No final de semana estava em exposição uma excelente mostra de fotografia da nova geração berlinense e, no  saguão, artistas faziam suas obras ao vivo e a cores, pra gente acompanhar todo o processo criativo.

Ah, bem pertinho do museu tem um café chamado Café de las Artes (claro!!), que é super bacana. É só atravessar a rua.

Bellas Artes

Arte ao vivo

6 Comments

  • Marco disse:

    Uma boa também é o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana. Fiquei surpreso com o que vi e aprendi. Não esperava tanto.

  • Novaes disse:

    Aqui vai um trecho do livro “Uma Vida em Trânsito”, de Ariel Dorfman, sobre Santiago:

    “Saí para uma demorada caminhada sozinho. Eu gostava, e ainda gosto, das
    noites de verão em Santiago. Mesmo hoje, quando o nevoeiro e a fumaça
    arruinaram o Vale Central, quando o excesso de carros poluiu o ar e as
    árvores foram derrubadas para dar espaço a feias quadras de prédios e
    avenidas infestadas, mesmo hoje que sujamos impiedosamente o que foi uma
    paisagem mágica, ainda hoje, permanece a sensação de deslumbramento e
    gratidão quando o sol começa a se pôr. Estar vivo no momento em que a brisa
    desce das montanhas e você respira fundo, não somente com os pulmões, mas
    através da própria pele, como se a terra o acalmasse, é conhecer uma medida
    do perdão. É somente uma trégua no escuro, mas sempre que estou sob os Andes
    de Santiago e sinto essa súbita rajada que parece vir dos portais do Paraíso
    e faz recuar o calor intenso e seco do dia, quando olho para cima e as
    montanhas estão em fogo com o pôr-do-sol, os Andes se tornando laranja,
    depois, vermelho, e o céu atrás cada vez mais púrpura, até escurecer, e a
    noite fica em suspensão, tenho certeza de que essa é a condição para a qual
    fomos feitos, essa paz. Tudo é uma ilusão, não pode durar, esse interlúdio
    de crepúsculo, quando parecemos ser abençoados, quando parecemos ter
    reencontrado o nosso caminho, o que, por um breve momento, é verdade, o
    corpo, a brisa, esse momento silencioso suspenso entre a luz e as trevas,
    que se deseja que nunca termine. …”
    Novaes

  • Gisele Teixeira disse:

    Novaes, que lindo texto. Sabe que nunca li nada de Ariel Dorfman? Uma falha grave no meu currículo! Acho que deve ser impressionante viver numa cidade que tem uma presença tão forte da natureza como é cordilheira…

    Marco, obrigado pela dica. Na verdade faltaram muuuuitas coisas na viagem. Foi pouco tempo e tive que fazer o básico do básico. Esse museu é o que fica na praça Mulato Gil?

  • Marco Aurélio disse:

    O MAPC fica na esquina de Merced e Bandera, perto da Praça de Armas.

    Se vi certo no Google Map e se a memória for fiel às caminhadas, da Fundação Cultural PMG até o museu, é só seguir pela Merced, no sentido da Praça.

  • vanessa disse:

    Tb achei Santiago muito cara pros meus poucos reais… E o que mais me emocionou no Cerro de San cristóbal foi a lembrança das narrativas da Isabel Allende! Foi lindo ver os lugares que li!

  • eduardo disse:

    Santiago me evoca también esta canción, de Pablo Milanés, del 74, poco después del golpe, los crímenes y la sangre.
    Eduardo

    Yo pisaré las calles nuevamente
    de lo que fue Santiago ensangrentada,
    y en una hermosa plaza liberada
    me detendré a llorar por los ausentes.

    Yo vendré del desierto calcinante
    y saldré de los bosques y los lagos,
    y evocaré en un cerro de Santiago
    a mis hermanos que murieron antes.

    Yo unido al que hizo mucho y poco
    al que quiere la patria liberada
    dispararé las primeras balas
    más temprano que tarde, sin reposo.

    Retornarán los libros, las canciones
    que quemaron las manos asesinas.
    Renacerá mi pueblo de su ruina
    y pagarán su culpa los traidores.

    Un niño jugará en una alameda
    y cantará con sus amigos nuevos,
    y ese canto será el canto del suelo
    a una vida segada en La Moneda.

    Yo pisaré las calles nuevamente
    de lo que fue Santiago ensangrentada,
    y en una hermosa plaza liberada
    me detendré a llorar por los ausentes.

    (1974)

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