Mendoza – Pelas bodegas em bicicleta

* TEXTO ATUALIZADO EM MAIO DE 2014

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O mapa da mina !

Mendoza em bicicleta

Para mim esta foi a melhor parte da viagem. Alugamos bicicletas na BACCUS BIKING, uma empresa que fica em Chacras de Coria, em Luján de Cuyo.

A reserva é feita por telefone ou email (info@baccusbiking.com.ar) e o preço (120 pesos a mountain bike) inclui o translado desde Mendoza até a localização da sede da empresa, onde estão as bicicletas, bem como assistência médica de urgência e mapa do trajeto escolhido.

As opiniões sobre a empresa no TRIP ADVISOR são todas ótimas.

Ah, eles também fazem as reservas das degustações.

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A degustação na Neto Senetiner é com essa vista! Foto Gisele Teixeira

Nós optamos por três bodegas: uma conhecida, a NIETO SENETINER, uma mais familiar, a CAVAS DE WINERT (dirigida por um brasileiro) e ainda uma orgânica, a PULMARY.

Mas nesta região também estão: Altavista, Carmelo Patti, Clos de Chacras, San Huberto, Vistalba, Arizu, Lagarde e ainda Carmine Granata.

A Nieto é show. Nessa sede são fabricados apenas os vinhos top de linha (o Cadus e o Don Nicanor). Só que a gente sai de lá não querendo nunca mais beber os vinhos de terceira (Nieto Senetiner) e de quarta linha (Benjamin).

Diferenças: Cadus (é mantido dois anos em barricas de carvalho frances, mais dois anos em garrafa antes de ser colocado no mercado). Don Nicanor (um ano em barrica e um ano em botella). Deste, arrematamos garrafas da safra 2008.

O Nieto Senetiner fica seis meses em cada um dos processos e o Benjamin não passa por nenhum dos processos. É um vinho novo. Melhor beber a safra desse ano.

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A partir daqui o Edu começou a fazer cara de entendido!!

 

A empresa mantém nessa área vinhedos de Malbec de mais de 100 anos e ainda nos brinda com uma vista para a montanha nevada. A degustação mais simples custa $ 50 pesos e também é possível optar por outras degustações, como por exemplo a de vinhos e chocolates ($ 100 pesos).

Quem quiser pode ficar para almoçar e deleitar-se com um menu tradicional e muito saboroso: um autêntico “asado a la parrilla” (churrasco). O custo é de $ 280 por pessoa, e inclui também as bebidas que acompanham a comida, num total de 4 vinhos!

Preços atualizados em maio de 2014!

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Ainda bem que não tem bafômetro entre uma bodega e outra!

 

Almoçamos na segunda bodega, a Weinert, inaugurada em 1975 . Produz 600 mil litros por ano, a maioria exportada para Brasil, Inglaterra e Estados Unidos. A qualidade da degustação não é grande coisa, mas o almoço é ótimo e o vinho também. Saímos com um Weinert Carrascal 2006, um blend de Malbec, Cabernet e Merlot envelhecido dois anos e meio em barril de carvalho, maravilhoso.

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Pulmary: a bodega é pequena, mas o coração é grande e o vinho excelente. Tim-tim!

Por fim visitamos a Pulmary, que produz apenas vinhos orgânicos. Estes, infelizmente, não chegam ao mercado brasileiro, somente ao europeu e americano. Essa visita foi a mais bacana. É uma bodega ultra familiar, que produz apenas 40 mil garrafas por ano, com um desafio: elevar o nível dos vinhos orgânicos, normalmente de baixa qualidade.

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Direto da pipa e ainda tomando notas para o blog! Jornalismo verdade!

Fomos recebidos pela proprietária, a Diana Santolini, que entre uma degustação e outra nos deu uma aula de produção.

Bem diferente das outras, como a Nieto, que recebem em escala industrial, nessa a gente se sentiu mais acolhido.

Tomamos vinho direto da barrica!

Saímos nos abraçando e com a sensação de que na nossa conversa houve uma troca e não apenas um negócio.

E não foi efeito do vinho. Foi do coração mesmo! Altamente indicada.

 

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8 Comments

  • Ai meu deus, como vou explicar as “minhas gentes” que acho que vou desisitr de ir ao Brasil em Agosto para ficar por aqui! To a ponto de fazer aquela proposta indecente pro Marcos e fazer essa viagem em Agosto!
    Lindo demais!

  • Anna disse:

    Gisele, que divertida a viagem de vcs por Mendoza!
    Saludos e saudades.

  • cristina disse:

    Me encanta ver las fotos y leer elrecorrido que estan haciendo por Mendoza. Tengo muy buenos recuerdos de Mendoza donde vive una de mis hermanas con su familia. Yo fui con Barry cuando en Buenos Aires habia humo durante 15 dias ( se acuerdan?) y nos gusto mucho estar alli . Puente del Inca! espectacular….
    Me gusta mucho ver la cara de felicidad que tienen ambos y me alegro mucho por Edu pues al fin ha encontrado a la mujer que es capaz de pintar una sonrisa amplia en su rostro.
    Los felicito chicos!
    carinos

  • Juliana disse:

    Gisele, esse percurso de bicicleta tem mais ou menos quantos km? Vou à Mendoza nas férias de julho com meus pais e gostei muito da ideia. Mas meu pai não está em grande forma (hehe), daí fiquei com medo de ele não aguentar o percurso!
    Obrigada.
    Ah, e parabéns pelo blog :]

    • Gisele Teixeira disse:

      Juliana, o percurso vai depender das bodegas que voce quer visitar. Esse nosso era curtinho, uns quatro quilometros entre a primeira e a ultima, que a gente fez devagarinho, parando para fazer fotos, passeando mesmo. As garrafas que a gente comprou a agencia de bicis passou para buscar de carro, depois. Acho que o passeio dá para ser feito por gente de qualquer idade. O unico inconveniente em julho talvez seja o frio, mas como em Mendoza raramente chove, o solzinho ajuda a aquecer. Manda bala!!

  • Leticia disse:

    Gisele,

    Estão deliciosos os relatos da viagem de vocês, dá uma vontade danada de pegar a mochila correndo e sair por aí!

    beijos em vc e no Edu!

    Leticia

  • Gisele,

    escobri o seu blog totalmente por acaso, e amei! Estou indo a Medoza e me ajudou muito! Eu também tenho um blog de viagem, passa lá pra dar uma conferida!

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