Dicas de Salta e Jujuy – a linda cidade de Tilcara

O Edu batizou Tilcara de “Tilcara Soho” porque depois de passar por povoados tão roots, a cidade nos surpreendeu com lojas de design, restaurantes de comida fusion, pousadas charmosas e até com uma livraria-café onde se poder escutar Billie Holiday.

Mas que ninguém se engane. Ela é muito mais que isso, claro.

É considerada a capital arqueológica da Quebrada porque conta com um pucará (sitio arqueológico considerado o mais importante da antigas populações da região, construído pelos nativos omaguacas em épocas precolombinas)

Antes de falar de Tilcara quero contar umas coisas do caminho. Vou publicar o mapa de novo para vocês acompanharem o roteiro.

Saindo de Purmamarca em direção ao norte, a gente vai passar logo por Maimará, à direita da rodovia, outra pequeníssima cidade que tem duas coisas interessantes.

Uma é o Cerro Paleta do Pintor – outro cerro multicolor. Depois, o cemitério, estranhíssimo, com suas flores que “duram toda uma morte”. Ou seja, passam por um processo de secagem que serve para que nunca deixem de parecer novas.

Os cerros coloridos vão acompanhar o viajante, do lado direito do caminho, até Humahuaca.

Se vê o cemitério da rodovia, para quem não quiser entrar na cidade

Paleta del pintor

Campo de cardones no caminho para Tilcara (Foto Eduardo Baró)

Chegando em Tilcara, que como as outras cidades da Quebrada é super ocre, recomendo caminhar à toa para um primeiro reconhecimento, cervejinha com empanada, e só depois sair para conhecer o Pucará de Tilcara, a Garganta do Diabo (cachoeira), Quebrada de Juella (vista panorâmica e pucará), La Isla (panorâmica e cemintério indígena).

Na cidade há muita oferta de trekking, expedições, montanhismo.

Foto Eduardo Baró

Pessoalmente, achei Tilcara muito mais viva que Pumamarca. Talvez porque tenhamos chegado justo num dia de festa, com apresentações do balé da cidade, que no dia seguinte ia participar de uma competição na região e fazia seu ensaio final.

A gente passou o dia para lá e para cá, caminhando na cidade, fechou a tarde na livraria-café Viento Libros (Padilha, 490) e jantou num lugar dez, que super indico, chamado Khuska, onde provei llama na cerveja negra com timbal de quinoa. Divino!

Algumas fotos da cidade:

Pucará é o principal ponto de visitação da cidade

Montanha como cenário! Luxo só.

Chegamos em dia de festa!

São “cientos” de variedades de milho!

Compramos um ótimo livro de comida andina, para aprender a fazer papines, usar quinoa mais cotidianamente e entender um pouco mais o significado dos alimentos para os povos incas. No final o Edu ficou assim, tocando Zampoña!

Povo consciente. Gostamos.

Desfilando nossos sombreros!

Mucho vino?

 

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2 Comments

  • martha disse:

    ESE CERRO PALETA DE PINTOR, ES UNA MARAVILLA!!!! CÓMO PUEDE SER TAN PERFECTO!?. CUANDO TOCABAN LA ZAMPOÑIA,SE HABRÁN ACERCADO LAS LLAMAS PARA ESCUCHAR ( Y DAR SU VEREDICTO SOBRE EL MÚSICO)

  • Adriane Lima disse:

    Ah! como parece ser fofa, Tilcara! Já tou pensando em chegar de tarde pra aproveitar a cidade, passar duas noites lá. O passeio para Salinas Grandes entre ida e volta dá o que, umas 5-6h, indo com carro alugado, Gisele?

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