Parque de la Memoria

hecho_revolucionario

Sábado passado fui ao “Parque de La Memoria- Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado” participar de uma homenagem aos estudantes de arquitetura Hernan Nuguer, Pablo Galarcep, José Flores – colegas de faculdade do Edu – desaparecidos em 26 de outubro de 1977.

Fiquei impressionada com a força e a tristeza do lugar. Um dos poucos espaços na cidade que familiares e amigos dos desaparecidos possuem para deixar uma flor.

De repente me vi entre mães, avos, filhos e amigos, chorando por pessoas que nunca conheci. Chorando pela consciência do horror. Que mais do que nunca deve ser exposto em toda a sua brutal dimensão, para não voltar a repetir-se.

Nove mil nomes já estão aqui

Inaugurado em 2007, o Parque dela Memória é um espaço público de 14 hectares, localizado na Costanera Norte, bem pertinho da Cidade Universitária e à beira do Rio da Prata, onde muitos corpos foram jogados durante a última ditadura militar na Argentina, entre 1976-1983.

Logo que a gente chega, impressiona um muro gigante que abriga 30 mil placas, sendo que 9 mil delas contêm nomes de pessoas desaparecidas, reunidas pelo ano em que foram sequestradas e em ordem alfabética. Outra informação é a idade que tinham na época e, no caso das mulheres, se estavam grávidas ou não.

Esta lista se complementa com um arquivo digital que, a pedido, pode ser consultado por familiares, estudantes, investigadores e público em geral, e que contém fotos, desenhos e objetos pessoais de cada um deles.

Há ainda um espaço de arte, chamado Sala Pays (Presentes, Ahora y Siempre), que abriga exposições, conferências e debates sobre o tema. Neste lugar funciona o Centro de Informação, uma biblioteca, um arquivo de imprensa e oficinas educativas. E diversas esculturas espalhadas pelo parque.

O rosto completo só se pode ver de um ponto específico do parque

Entre elas uma chamada 30.000, de Nicolas Guagnini, formada por 25 prismas retos, feitos de aço. Esses prismas funcionam de suporte para o retrato do pai do artista, desaparecido em 1977. Os visitantes só podem ver a imagem completa de um único ponto de vista, descoberto ao caminhar.

Estátua de Pablo Miguez, morto aos 14 anos

 

Uma das mais impactantes é Reconstrucción del Retrato de Pablo Míguez, de Claudia Fontes, em homenagem a um dos mais jovens desaparecidos, aos 14 anos. A estátua, em tamanho real, se mantém em pé sobre as águas do Rio da Prata, a 70 metros da costa.

Informacoes sobre todas elas, abaixo:

O parque está fechado até o dia 31 deste mês para obras, mas reabre normalmente em novembro. Os mais corajosos podem combinar esta visita com uma ida à ESMA, que conto no post Por dentro da escola de tortura argentina.

4 Comments

  • Graciela Petroni disse:

    Gisele, hermosa la nota!!
    Me emociono mucho
    Un beso!
    Graciela

  • martha disse:

    ESTOY FRENTE A LA PANTALLA DE LA PC. QUIERO ESCRIBIR SOBRE MIS EMOCIONES AL LEER EL ARTÍCULO SOBRE EL PARQUE
    DE LA MEMORIA.PERO NO PUEDO.NO PUEDO.

  • Laura Casazza disse:

    Hola:

    Gracias por la nota. Yo estuve en el homenaje soy prima de Pablo Horacio Galarcep. Me pase llorando en el homenaje de repente me vi en los 70 cuando se lo llevaron y me acorde de como lo busco mi papa que era abogado del ejercito y nunca le contestaban nada. De lo mal que estuvieron mi mama y mis tios. Me emociono muchisimo que publicaras las fotos donde esta el. Me la acabo de bajar a la compu.

    Muy linda la nota.

    Saludos
    Laura

  • Fernanda disse:

    Obrigada pelas informações!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *