O que não sai da vitrola: JOGANDO TANGO

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Foto Daniela Agostini

O nome não podia ser mais apropriado para tempos de Copa do Mundo: JOGANDO TANGO!

Por isso eu recomendo que vocês aproveitem o clima deste mês e a invasão dos hermanos em Porto Alegre para descobrir um tango de altíssima qualidade, feito por dois brasileiros e um argentino.

Com dois detalhes que conquistaram meu coração gaúcho – a incorporação do acordeom, mais conhecido como gaita lá no Rio Grande do Sul, e a pergunta que me faço todos os dias: onde está a fronteira?

O TRIO JOGANDO TANGO nasceu do encontro de dois brasileiros: Ricardo Pesce (acordeom) e Vinicius Pereira (contrabaixo), e um argentino radicado no Brasil, Juan Pablo Ferrero (violão). O grupo nasceu do desejo dos três de se aprofundarem no universo da música argentina e difundí-la no Brasil.

Em seu primeiro trabalho, “Hecho a Mano” (2011), que dá para ouvir AQUI, eles pesquisaram a música de Buenos Aires: o tango, a valsa e a milonga. A partir daí, começaram a olhar para a música do interior do país, até chegarem à fronteira entre Argentina e Brasil. Descobriram neste processo que os dois países vizinhos têm muito mais afinidades do que se imagina, apesar da diferença idiomática.

Jogando Tango

Jogando Tango fez parte do coletivo brasileiro de tango “El Arrastre”, ao lado da orquestra típica De Puro Guapos (de quem eu já falei no blog!) e do Quinteto Café Tango. Juntos gravaram um DVD documentário lançado em 2010 e promoveram o I Festival Internacional de Tango de La Falda, em 2011, sediado no Memorial da America Latina, SP.

Em 2012, Jogando Tango ganhou o Prêmio FUNARTE de Concertos Didáticos e, em 2013, foi aprovado no edital do SESI Arte-Educação, circulando com o concerto didático “Onde Está a Fronteira” por unidades escolares do SESI no interior de São Paulo.

 

1 Comment

  • Lorene Soares disse:

    Oi Gisele, muito bom o seu post sobre o Jogando Tango. Eles realmente fazem um trabalho único e muito expressivo nesse lado de cá, na São Paulo do Brasil. Todo o último domingo do mês eles se apresentam numa Milonga no Café Piupiu, onde Isabel Santos promove junto com eles essa oportunidade para se bailar com música ao vivo de primeira qualidade. Eu também participo, no intervalo, com a Dica Cultural, onde comento dados do meu livro É necessário dois para bailar um tango, trazendo informações sobre o funcionamento do ambiente tangueiro, das milongas de Buenos Aires e seus códigos. Excelente matéria!

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