Cataratas do Iguaçu: onde é que fica, quando ir e onde se hospedar

Foto Gisele Teixeira

 

Até recentemente, eu fazia parte da legião de brasileiros que tinha corrido mundo mas não conhecia as Cataratas do Iguaçu (Cataratas del Iguazú, em espanhol). Não faço mais!

Considerada uma das maravilhas da natureza, as Cataratas estão localizadas na fronteira entre Brasil e Argentina e são a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo – região tombada pela UNESCO, desde 1986, como Patrimônio da Humanidade.

A palavra Iguaçu significa “água grande“, na etimologia tupi-guarani. As Cataratas são formadas pelas quedas do rio Iguaçu. Dezoito quilômetros antes de juntar-se ao rio Paraná, o Iguaçu vence um desnível do terreno e se precipita em quedas de até 80 metros de altura, alcançando uma largura de 2780 metros. Sua formação geológica data de aproximadamente 150 milhões de anos, porém a formação do acidente geográfico das cataratas se iniciou a aproximadamente 200 mil anos.

As cataratas ficam no limite entre a província de Misiones, na Argentina, e o estado do Paraná, no Brasil.  Por sorte, estão totalmente inseridas em áreas de proteção, em dois parques nacionais.  No total, são 275 quedas, 80% delas no lado argentino. O Brasil ficou com a melhor vista! A principal queda, especialmente pela altura (80 metros) e quantidade de água, é a Garganta del Diablo.

 

Clique no mapa para vê-lo em tamanho grande.

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A parte central do mapa é Foz do Iguaçu. Depois, à direita, está Puerto Iguazu. À esquerda, embaixo, Ciudad del Este, no Paraguay. É a chamada Tríplice Fronteira.

 

 

QUANDO IR | A alta estação das Cataratas é na primavera e no verão, quando a vazão aumenta e há mais água. Por outro lado, faz muuuito calor e há congestionamento de gente para ver as queda e fazer os passeios. Para compensar, é uma época bacana para aproveitar os esportes náuticos, fazer canoagem e rafting, por exemplo. No outono e no inverno a região está mais seca e, conseqüentemente, vê-se menos água jorrando. Eu fui agora, nesta época, teoricamente seca, e foi igualmente impressionante. Conclusão: vá quando der, ou vá nas duas estações!

cataratas do iguacu grupo

Dizem que é baixa estação! Foto: Gisele Teixeira

 

ONDE FICAR | Os hotéis mais luxuosos não ficam nas cidades – nem em Foz do Iguaçu, nem em Puerto Iguazu, do lado argentino –  ficam nas rodovias que dão acesso aos parques. Os hotéis mais simples e hostels, estão tanto no centro quanto nas rodovias.

Se você puder bancar, fique no Loi Suites Iguazu, que faz o estilo hotel de selva. É lindo de morrer. Outro cinco estrelas é o Sheraton, DENTRO do parque e com todos os quartos com vista para as cataratas. Ambos ficam no lado argentino. Do lado brasileiro, o mais luxuoso é o histórico Hotel das Cataratas, também DENTRO do parque, a passos das quedas.

cataratas do iguacu_ loi suites

Loi Suites – Foto de divulgação

 

Caso você esteja no lado dos mortais, como eu, pode ir tirando as estrelinhas do caminho.

No centro das duas cidades há hotéis e hostels de preços mais acessíveis. Eu aconselho ficar em Puerto Iguazú, que é menor e mais charmosa que Foz. Tem restaurantes e barzinhos bem bacanas, além de lojas de artesanato e uma noite agitada na medida. Por lá, um 3 estrelas bem contado no Booking, o Akwati.

Em Foz, apaixonei pelo Tetris Conteiner Hostel, que fica dentro de um contêiner! O nome é inspirado em um jogo, criado em 1984 na Rússia, que consiste em empilhar e encaixar “tetraminós“. Quartos coletivos e privados.

Porque o Edu tinha que trabalhar no Sheraton, e a gente não podia ($$) se hospedar por lá, ficamos num hostel pertinho, Hostel Inn, que tem uma infra bacana, com piscina, mesas de sinuca e bom wifi, mas é para mochileiro. Ou seja, tudo muito simples e café da manhã péssimo. Ah: mas a comida servida no restaurante é bem gostosa.

 

QUANTOS DIAS | Pelo menos dois dias – um para fazer o lado brasileiro (se quiser, com Macuco Safari e Parque das Aves) e outro para o lado argentino, que é bem maior. Mas é o mínimo do mínimo.

Se você puder, fique mais, para incluir uma visita a uma reserva guarani, o templo budista de Foz do Iguaçu e, se for corajoso e sortudo, fazer uma compras no Paraguai. Outra dica é fazer um passeio de bike e uma caminhada mais alternativa. Fui na corrida, por três dias, e acho que fiz milagre.

templo budista foz do iguacu gisele teixeira

Foto Gisele Teixeira

 

COMO SE LOCOMOVER | Ambas as cidades possuem um sistema de transporte de ônibus que funciona bem e dá para ir de um país a outro tranquilamente, com ônibus urbano. A única chatice são as fronteiras. Cada vez que a gente sai para fazer um passeio que fica “do outro lado”, tem que passar pela migração e mostrar os documentos. Pode parecer uma bobagem, mas em época de alta estação significa enfrentar fila enormes.

Importante: para cruzar a fronteira tem que ter carteira de identidade válida ou passaporte. O trâmite de migração é feito na aduana, pouco depois da ponte que divide os dois países caso você venha do Brasil para a Argentina, e cada vez que você passar por lá.

COMO IR DE UM LADO A OUTRO | Existem ônibus que fazem o trajeto Foz do Iguaçu/Puerto Iguazú regularmente a cada 40 minutos, em média. São quatro as empresas que percorrem o trecho de cerca de 30 minutos. Eles ligam principalmente o Centro de Foz (e o TTU – Terminal de Transportes Urbanos) ao Terminal de Ônibus de Puerto Iguazú e as passagens custam cerca de 8 pesos argentinos. As empresas que fazem o trajeto são a Viação Itaipu, Celeste (grupo Pluma), Crucero del Norte e Tres Fronteras. Estas valiosas informações eu encontrei antes da viagem no site Esse Mundo é Nosso e me foram muito úteis.

 

 

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