Romances tangueiros

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O ritmo que é cara de Buenos Aires sempre inspirou a literatura. Aproveite para descobrir três romances tangueiros para ler num “tirão”

Siga o exemplo de Gardel: leia!

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O Cantor de Tango – Tomás Eloy Martinez

Eloy Martínez ocupa um lugar de destaque entre os grandes escritores da América Latina. Neste romance, o protagonista é um doutorando nova-iorquino, Bruno Cadogan, que pesquisa as origens do tango segundo Jorge Luis Borges. No início de 2001, o acadêmico toma conhecimento da existência de Julio Martel, um cantor argentino à moda antiga, capaz de reviver o espírito original do gênero portenho. Como, no entanto, não há gravações dessa voz milagrosa, Cadogan decide viajar a Buenos Aires apenas para ouvi-la. O livro é um registro da busca desse cantor dos cantores, que se vai revelando muito mais difícil, perturbadora e apaixonante do que seu protagonista pode num primeiro momento suspeitar. No rastro do artista, o perplexo estrangeiro se perde em intrincados labirintos sobrepostos em planos paralelos: na arquitetura da cidade, em seu passado pontuado de tragédias, em sua densa literatura e na alma de seus habitantes. Tudo num cenário de tensão social crescente, à beira do abismo em que a Argentina se precipitou em fins daquele ano. Companhia das Letras.

 

 

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O Tango da Velha Guarda – Auturo Pérez-Reverte

Este romance é perfeito para curtir nas férias. Começa em 1928, quando Armando de Troeye viaja a Buenos Aires para compor um tango. No navio, durante a travessia, o famoso compositor e a esposa Mecha Inzunza conhecem o dançarino Max Costa. Entre vestidos de seda, smokings e passos de tango, nasce um estranho relacionamento entre os três. A aventura percorre três cenários: o primeiro deles, o submundo da Buenos Aires de 1928, por conta de uma inusitada aposta entre músicos. Depois Nice, França, em 1937, em meio à Guerra Civil Espanhola, intrigas, espionagem e os primeiros ares da Segunda Grande Guerra. Por fim, a italiana Sorrento, nos anos 1960, em uma decisiva e enigmática partida de xadrez. Escrito por Arturo Pérez-Reverte, considerado um dos mais importantes autores espanhóis da atualidade, narra uma história de amor marcada por traições, reencontros e intrigas. Para ler tomando café com medialunas, num bar bem portenho. Editado no Brasil pela Record.

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Céu de Tango – Elza Osorio

Este é outro romance tangueiro delícia para as férias e que aborda um período mais recente do tango argentino. Conta a história de Ana e Luís. Ela, uma francesa filha de argentinos que nunca foi a Buenos Aires. Ele, um portenho típico que viaja a Paris em busca de trabalho com seus filmes debaixo do braço. Os dois se encontram graças ao tango e, coincidentemente, descobrem que são descendentes de importantes personagens do 2×4. Assim, numa viagem entre passado e presente, e pelas mãos de duas famílias, vão contando a história do país, até a crise de 2001. Fruto de uma pesquisa histórica profunda, a obra inova ao entrelaçar a origem do tango e o contexto histórico da sociedade portenha: o impacto politizante da imigração, a base rural sobre a qual se formou a economia argentina, a ingerência estrangeira, o caos político. Editado pela Planeta.

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