Mar del Plata, 10 dicas do que ver e fazer em poucos dias

mar del plata gisele teixeira

Mar del Plata: confira as dicas de passeios fundamentais para fazer por lá, selecionados pelo Aquí me Quedo.

 

 

Mar del Plata, no início do século XX, era o balneário eleito pela aristocracia portenha para curtir as férias. A cidade era considerada “a Biarritz argentina”, com suas mansões com paredes de pedra, que lembravam as luxuosas vila de veraneio da Europa. Claro que hoje já não é mais a mesma coisa, mas pescando aqui e ali dá para imaginar como o lugar foi um dia.  Aqui há muitas fotos antigas. 

 

  1. Visitar o porto  

O porto é um lugar emblemático de Mar del Plata, assim como seus habitantes, os lobos marinhos, símbolo da cidade. É um dos passeios obrigatórios para quem vai por primeira vez. Há boas lojinhas para comprar conservas, e obviamente, peixe fresco. Guia completo do porto aqui. 

 

mar del plata porto 1

Fotos Gisele Teixeira

mar del porto 3 gisele teixeira

Lobo marinho, o símbolo da cidade

 

2. Passear pela orla

Caminhar pela “rambla” é outro clássico de Mar del Plata. Minha sugestão é começar pela praça central, onde estão os famosos lobos marinhos, o Complexo formado pelo Cassino -Hotel Provincial, e a Praça Armada Argentina – e seguir para o lado direito de quem está em frente ao mar. A região foi toda projetada pelo arquiteto Alejandro Bustillo, famoso por seu estilo “eclético monumental”. Siga caminhando até o café Torreón del Monje, de 1904. Nesse caminho dá para imaginar como a cidade foi um dia, com suas lindas casa – a maioria infelizmente demolida. Por sorte, há algumas edificações sobreviventes.

 

mar del plata selfie

Comecem com a clássica foto com o lobo!

mar del plata casas antigas foto gisele teixeira

Caçando casas remanescentes pela orla

mar del plata foto gisele teixeira

Café ou cervejinha gelada no Torreón del Monje, de 1904. Super vista!

 

3. A orla, para o outro lado

mar del plata praia

Para esse lado também é lindo

mar del plata estatua alfonsina storni gisele teixeira

Alfonsina

Caminhar para o outro lado da orla (para a esquerda, a partir do ponto de vista de quem está de frente para o mar) também é bem lindo.

Entre os pontos a serem observados neste trajeto está o monumento a Alfonsina Storni, bem em frente ao lugar onde ela entrou no mar para nunca mais voltar, em 25 de outubro de 1938. A obra é do escultor Luis Perlotti. 

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

 

4. Visitar a Casa de Victoria Ocampo 

O Centro Cultural Victoria Ocampo (Matheu 1851) é sede de espetáculos e exposições, especialmente no verão. Foi casa de veraneio da escritora Victoria Ocampo (1890-1979) e recebeu visitas de personalidades como Igor Stravinsky e Rabindranath Tagore. Esta mansão, um grande bangalô de origem inglesa, é única em Mar del Plata e vale uma visita. Não está tão bem cuidada e nem é tão linda como a de San Isidro, mas como sou apaixonada pela história desta mulher, indico uma passada por lá.

mar del plata casa vistoria ocampo foto gisele teixeira

Casa de verão da escritora

 

5. Alugar uma bici e fazer o circuito Astor Piazzolla

mar del plata estatua piazzolla

Recebendo um carinho

A gente alugou bicicletas para fazer esse passeio, e foi parte bacana, parte frustrante. Isto porque não achamos alguns lugares, talvez fosse melhor fazer uma visita guiada… Em compensação descobrimos outras paragens, que não estavam no mapa.

Deixo o circuito abaixo, aos interessados…

Ex Teatro Odeón, Entre Ríos 1828

Casa Natal, Rivadavia 2527

Catedral de los Santos Pedro y Cecilia, Rivadavia 2800

Casa del pianista Luis Savastano, Rivadavia 3431

Peluquería y vivienda, Av. Independencia y Moreno

Academia Dans, Bolivar y Salta

Quinta Flia. Manetti, Plaza Mitre

Casa del músico Homero Paolloni, Alvarado 3431

Confitería y vivienda, Alberti 1561

Escultura Piazzolla, Belgrano y Buenos Aires

 

6. Ir à praia

Os marplatenses têm um jeito muito diferente dos brasileiros de curtir a praia, especialmente por causa do vento (mas não é sempre que venta, não!). É um estilo mais europeu, com umas barraquinhas que, em geral, não têm vista para o mar. Vá entender…

Quem não tem grana para pagar barraquinha fica na “geral”, que é mais ou menos como  gente está acostumado no Brasil.

mar del plata foto anttiga

Como era antigamente

mar del plata hoje foto gisele teixeira

Como é hoje para quem tem grana

mar del plata verao foto gisele teixeira

E a geral!

 

7. Hospedar-se no Provincial

A gente ganhou um fim de semana no Hotel Provincial, um dos mais clássicos de Mar del Plata, que chegou a ficar 10 anos abandonado e agora pertence à  rede NH. O lugar foi projetado pelo arquiteto Alejandro Bustillo e inaugurado em 1946, virando o protagonista de todos os postais da cidade. É uma coisa gigante – 77 mil metros de área construída – e 500 quartos também enormes. Ainda falta muito para o lugar recuperar o astral que teve um dia, e creio que a reforma não acabou, mas recomendo a experiência. Café da manhã excelente e camas extra large de perder o companheiro…

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Postal da época da inauguração

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Vista desde a piscina. Divulgação

8. Comer no Espigón de Pescadores

Não é o melhor restaurante da cidade, mas a vista é es-pe-ta-cu-lar e os preços honestos! A gente provou espetinho de peixe e camarão e super recomenda.

restaurante refugio dos pescadores mar del plata

Muso

9. Ver os artistas de rua no final da tarde

Mar del Plata tem uma coisa muito brega que são uns bailinhos que se armam no final da tarde na praça central. Às vezes eu acho triste, às vezes divertido. E sempre tem apresentações de artistas de rua. Um momento super característico de lá, para ser apreciado na hora do sorvete, na tardinha.

mar del plata tango na rua foto gisele teixeira

Artistas de rua

10. Visitar o novo museu, o MAR 

Com nome oficial de Museo de Arte Contemporáneo de Mar del Plata (Avenida Camet esquina López de Gomara), o MAR tem 7 mil metros quadrados de área de exibição, divididos em quatro blocos de concreto (três para mostras), além de um auditório, espaço de restauração e ainda o tradicional café-biblioteca-lojinha.

Uma das obras em destaque é um lobo marinho de 10 metros de altura, feito com 80 mil pacotinhos de alfajores, de autoria da argentina Marta Minujín.  Detalhe: o animalito – símbolo da cidade – será desmontado e devorado dia 6 de fevereiro! Quem passar pelo museu nesta data pode levar para casa uma embalagem e trocar por um alfajor e ainda ganhar uma figurinha com a cara da artista.

Leia mais sobre o museu num post especial que a gente fez no dia da abertura, aqui.

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Edu e o lobo marinho de alfajores, de Marta Minujín

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