O primeiro sapato de tango

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Um dos destaques do Festival e Mundial de Tango é a feira de produtos, com livros, discos e – obviamente – roupas e calçados. Muita gente se empolga e compra o primeiro sapato de tango por lá. Saiba o que levar em conta nesta hora para não se arrepender depois! É super importante comprar o modelo  adequado para evitar lesões nos pés ou nos joelhos.

Durante muitos anos, os sapatos de tango eram bem simples e sem muitas variações. O furor pela dança  fez explodir o número de lojas e fabricantes em Buenos Aires, que transformaram o sapato de tango num objeto de fetiche. Depois que você compra o primeiro par, pode ter certeza, vai querer mais!

sapato de tango

Fotos Gisele Teixeira

 

Conheça a Tche Tango – sapatos de tango com design brazuca!

 

tche tango sapatos de tango

Foto Divulgação Tche Tango

Primeiro sapato de tango – que levar em conta na hora da compra:

  • QUALIDADE: Não economize nos sapatos de tango! Eles são caros, sim, mas é porque são feitos à mão e de materiais nobres, como o couro. Isso permite, por exemplo, que o calcado seja flexível e respirável, ou seja, que os pés se mantenham cômodos e secos mesmo depois de várias horas de baile. É importante escolher bem a sola, que pode ser de couro ou de camurça. As de borracha não são adequadas porque não deslizam.
  • NÚMERO:  Demorei para descobrir uma coisa simples:  na Argentina a gente tem que pedir um número maior. Ou seja, quem calça 35 no Brasil, aqui será 36.
  • MODELO: Sugiro sempre um modelo discreto para o primeiro sapato de tango, fechado no calcanhar e com a pulseira ao redor do tornozelo – imprescindível para quem tá começando. Isso é importante para que o sapato não saia do pé no meio do baile. A ponta pode ser fechada ou aberta (aqui chamada de boca de pez). Meu conselho é deixar as sandálias muito cheias de tirinhas para uma segunda compra. Se você não abre mão da sandália, opte por uma mega confortável.

sapato de tango

  • SALTO: Sapatos rasteiros não são muito indicados, porque o salto ajuda a deslocar o peso do corpo para o metatarso e isso ajuda na hora da dança. A única coisa que tem que levar em conta é que quanto mais alto o salto, menos base de apoio tem o pé, o que pode afetar o equilíbrio. Então, moderação nos “tacos”! Recentemente surgiram os tênis de prática, que não têm salto, mas são mais indicados para quem treina várias horas por dia.
  • MASCULINOS: Para os homens, a ideia é a mesma: discrição ao princípio, e ousadia com o passar do tempo. Não opte por um sapato branco ou bicolor se você está começando! Algumas casas oferecem solas que podem ser trocadas de acordo com o piso. Para o homem há três tipos de saltos: pastel (baixo), francês (de cerca de 4cm) e inglês (um pouco mais alto e afinado nos extremos).
  • IMPORTANTE: Os sapatos de tango não são para usar na rua. Você os leva para a milonga numa sacolinha, usa e depois os guarda de volta. Todo um ritual.

Sapato de tango – onde comprar

·         Alanis
·         Alma Buenos Aires  –   Estados Unidos 652
·         Comme Il Faut – Arenales 1239 puerta 3 dto. M
·         Darcos tango Shoes –    Sarmiento 835
·         Fabio Shoes   Riobamba 10 piso 10ª
·         Fatomano – Guatemala 4464
·         Flabella – Suipacha 263
·         Loló Gerard – Tomás de Anchorena 607
·         GretaFlora – Acuña de Figueroa 1612 e Uruguay 1295
·         Madresselva –  Av. Corrientes 3190 1 Piso e Venezuela 3502
·         Mimi Pizon – Venezuela 3502, Buenos Aires.
·         Neotango – Sarmiento 1938
·         Souple – Paraná 348 piso 2° dep
·         Soy Porteño – Alsina 1886
·         Suzana Artesanal – Anchorena, 537
·         Taconeando – Arenales, 1606
·         Tango Leike – Sarmiento 1947
·         La Vikinga – Av. Entre Rios 469, 2° piso
·         PH Tango – Grito de Asencio 3602

2 Comments

  • Antonio Claudio Soares Bonsegno disse:

    Gisele, tivesse eu uns aninhos a menos e ia aderir a esses lindos sapatos… rs. Mas gosto de apreciar, são lindos, em pés bonitos então é um arraso… rs.
    Estou com saudades de BA, pretendo se der certo ir passar uns dias aí ainda este ano.
    E quem sabe conhecê-la, o que me dará muito prazer.
    Mato saudades lendo os seus trabalhos.
    Abraço fraterno de um velho colega
    Antonio Claudio

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